Comunidade de Leitores - "Regressar à Terra"
Dia 17 de junho | Partida - 9h00 | Visitas 10h30-14h30 | Encontro - 15h00
É nossa intenção visitar o Jardim Botânico de Lisboa e o Museu Nacional de História Natural e Ciência, como que um retorno ao passado, início dos tempos, em que a natureza, os ecossistemas, o meio ambiente, ainda não tinham as cicatrizes que hoje lhe são infligidas pela nossa existência. Neste dia, 17 de junho, assinala-se o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca.
Após as visitas, pelas 15h00, teremos o Encontro com o autor do livro "Regressar à Terra : Consciência Ecológica e Política de Ambiente", Professor Viriato Soromenho-Marques, que nos concederá o privilégio de estar presente no último momento deste ciclo literário dedicado às alterações climáticas. Iremos certamente fechar com chave de ouro, pois o Professor Viriato Soromenho-Marques é uma figura predominante na defesa do meio ambiente, dos ecossistemas, tem uma vasta obra publicada sobre ética ambiental, alterações e sustentabilidade climáticas, constituindo uma referência a nível nacional e internacional.
Inscreva-se, junte-se a nós nesta visita e encontro muito especial!
Telefone: 243 559 110
Na web: http://www.alpiarca.pt/biblioteca/php/form_inscricao.php
Na web: http://www.alpiarca.pt/biblioteca/php/form_inscricao.php
Para este ciclo de Encontros, 2022-2023, a Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal de Alpiarça escolheu como tema central das suas leituras a emergência climática. Perceber qual o impacto da ação do homem na natureza, no reino animal, nos ecossistemas. Aparentemente, aprendemos a dominar o meio envolvente, mas isso estará a diminuir o sofrimento no mundo, a nível individual ou coletivo e permitir um desenvolvimento sustentável a médio e a longo prazo?
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS, Agenda 2030 - https://ods.pt/

O encontro
Comunidade de Leitores - "Regressar à Terra"
Visita ao Jardim Botânico de Lisboa e ao Museu Nacional de História Natural e Ciência. Encontro com o Professor Viriato Soromenho-Marques
Neste último encontro deste ciclo, que dedicámos às alterações climáticas, tivemos o privilégio de ter connosco o Professor Viriato Soromenho-Marques, uma referência a nível nacional e internacional sobre esta matéria. O autor de "Regressar à Terra : Consciência Ecológica e Política de Ambiente" e de uma vasta obra sobre esta problemática, elucidou-nos, desde o ponto de partida, o rumo que a nave espacial Terra tem tomado nestes últimos dois séculos e meio até chegarmos à emergência climática que agora estamos a experimentar. A importância do conseguir medir o CO2 na atmosfera, que permitiu aferir ao longo do tempo as consequências de uma economia neoliberal, hoje global, que apostou nos recursos energéticos fósseis e no esgotar/aniquilar recursos naturais e os ecossistemas na ânsia do (sempre) necessário crescimento económico. Isto na mira da obtenção de maiores lucros mas que, consequentemente, levou ao crescimento exponencial dos gases de efeito de estufa e ao aumento generalizado da temperatura do planeta, que tem vindo a causar danos devastadores, agora bem conhecidos e sentidos por todos nós.
Concluímos, que hoje possuímos o conhecimento suficiente a nível técnico, científico e sociológico para agirmos em comunhão com a natureza. Agir sem a necessidade de uma visão catastrófica, com a legitima esperança no desconhecido, que dai surja uma governança global diferente, verdadeiramente empenhada na sustentabilidade dos ecossistemas, do planeta. Que consigamos encontrar pontos de viragem que nos permita inverter este ciclo destruidor da mãe natureza, de modo deixarmos aos nossos descentes uma boa ou melhor herança ambiental. Que lhes seja permito "Regressar à Terra", sempre, sem ficarem envergonhados dos seus antepassados.
As visitas que fizemos no período da manhã, ao Jardim Botânico e ao Museu Nacional de História Natural e Ciência, dois magníficos espaços de fruição da natureza e a sua conservação, foram sem dúvida momentos muito enriquecedores para melhor percebermos o quão é importante respeitar e conservar a mãe natureza.
Fechámos com chave de ouro. Resta-nos agradecer ao Professor Viriato Soromenho-Marques a sua disponibilidade em estar connosco, que muito nos honrou. Agradecer a todos os outros convidados para este ciclo de encontros. Agradecer a todos os amigos que nos acompanharam nas leituras. Agradecer à nossa Rosário a confeção dos deliciosos bolos para os beberetes. Agradecer às dezenas de Bibliotecas Municipais, no Continente e Ilhas, que se disponibilizaram a emprestar os livros que lemos nestes últimos meses, foram fantásticas! Também agradecer a oferta de livro, a título individual, para um dos encontros.
Muito obrigado a todos!
Bolas férias, boas leituras!
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https://www.alpiarca.pt/bma/index.php/componente-favoritos/atividades/2023/528-comunidade-de-leitores-regressar-a-terra#sigFreeId0eb81f1b23
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"O primeiro ensaio do livro refere-se a uma conferência proferida em Maio de 1986. Nessa data, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera atingia 350 partes por milhão (ppm).
Em Maio de 2020, a concentração já havia escalado para 417 ppm. O que significa isso? Se a concentração de dióxido de carbono tivesse permanecido ao nível de 1986, a estabilidade climática da Terra teria sido salvaguardada com apenas pequenas diferenças.
Pelo contrário, os actuais valores de gases de efeito de estufa são apenas comparáveis aos do Plioceno, que nos faz recuar de 2 a 5 milhões de anos. Nessa altura, o nível médio do mar (NMM) estava 25 metros mais elevado e a temperatura média era 2 a 3ºC superior.
Entre 1986 e 2021 não passaram apenas 35 anos lineares. A intensificação da crise ambiental levou-nos, de certo modo, a mudar de planeta, tal a magnitude das transformações ocorridas. Como poderia ser de outro modo, quando vemos como a humanidade continua a ser atingida pela pandemia de Covid-19, cuja origem é inseparável de uma das dimensões fundamentais da crise ambiental: a destruição dos habitats e a diminuição abrupta da biodiversidade, principais causas para a multiplicação de zoonoses nos últimos 40 anos?
Em 2021 as perspectivas sobre o futuro não podem deixar de ser mais sombrias do que pareciam ser no ano da primeira edição, em 1994. A vitória mundial do neoliberalismo, infelizmente, não trouxe democracias com políticas públicas de regulação dos mercados e de protecção ambiental. Pelo contrário.
Os governos limitaram-se a facilitar o imenso processo de acumulação de riqueza por uma nova elite financeira, à custa da destruição intensiva das condições biofísicas de suporte da vida em geral, e da vida humana em particular.
Por isso, entre 1988 e a actualidade foram emitidos mais gases de efeito de estufa de origem antrópica do que em toda a história humana anterior. Urgência redobrada, dificuldades incrementadas, margem de manobra menor.
Contudo, não existe alternativa a continuar a luta para merecer o futuro. Com pensamento e acção. Quando tudo parece impossível e perdido, é mesmo quando desistir não constitui sequer uma opção."
in: wook.pt
Biografia

José Viriato Soromenho Marques (nome literário, Viriato Soromenho-Marques) nasceu em Setúbal, a 9 de Dezembro de 1957. Licenciado em Filosofia pela Universidade de Lisboa (1979). Grau de mestre em Filosofia Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa, obtido com a defesa de uma tese sobre A caracterização trágica do niilismo em Nietzsche (1985). Doutorado em Filosofia pela Universidade de Lisboa com a defesa de uma tese subordinada ao título Razão e progresso na filosofia de Kant (1991).
Foi bolseiro do Deutscher Akademischer Austauschdienst em Bremen (1986) e Berlim (1988). Em 1994 visitou os EUA, no âmbito do International Visitor Program. Regressou a esse país em 1997 no quadro de uma bolsa de pós-doutoramento. É ou foi membro de várias sociedades e organizações científicas em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente da Sociedade Portuguesa de Filosofia, da International Society for Ecological Economics, da American Political Science Association, da Associação Portuguesa de Ciência Política. É o correspondente em Portugal da organização alemã de estudos ambientais Ecologic.
É actualmente professor catedrático na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (desde 2003), regeu as cadeiras de Filosofia da História e da Cultura e de Filosofia da Política e do Direito (licenciatura). Coordenou o mestrado em Filosofia da Natureza e do Ambiente que teve início no ano lectivo de 1995-1996. Tem também colaboração na licenciatura de Estudos Europeus, onde tem leccionado as disciplinas de Filosofia Social e Politica, História das Ideias na Europa Contemporânea e o Ambiente na Europa. Presidiu à Comissão Executiva do Departamento de Filosofia entre Maio de 1999 e Junho de 2002. Foi um dos promotores e integra a Comissão Científica do Programa Doutoral em Alterações Climáticas e Desenvolvimento Sustentável (iniciado em 2009), e que reúne a Universidade de Lisboa e a Universidade Nova de Lisboa.
Foi conferencista em várias Universidades nacionais e estrangeiras: Universidade Nova de Lisboa, Universidade Católica Portuguesa, Universidade Técnica de Lisboa, Universidade de Coimbra, Universidade do Porto, Universidade de Évora, Universidade do Algarve, Universidade da Beira Interior, Universidade do Minho, Universidade dos Açores, Universidade da Madeira, Universidade Livre de Berlim (Freie Universität), Universidade de Santiago de Compostela, Universidade Complutense de Madrid, Universidade de Alicante, Universidade de Aalborg, Universidade de Linz, Universidade Técnica de Chemnitz, Universidade de Vechta, Universidade de Varsóvia, Universidade de Estocolmo, Universidade de Macau, Universidade do Estado de Indiana, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Universidade de Campinas, Universidade de São Paulo, Universidade Agostinho Neto (Luanda), Universidade do Estado do Amazonas, Universidade Federal de Goiás, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, entre outras.
Desenvolve desde 1978 uma intensa actividade no movimento associativo ligado à defesa do ambiente, tendo sido — de 1992 a 1995 — presidente da mais importante associação ambientalista nacional, a QUERCUS– Associação Nacional de Conservação da Natureza. Membro fundador da ZERO, em 2016. [...]
Biografia completa em: https://viriatosoromenho-marques.com/portal/biografia/












