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   Toda a gente sabe que os reis têm grandes fortunas, mas de um rei que gastou todo o seu dinheiro numa biblioteca nunca antes se ouviu falar.


    Se querem esta história conhecer, venham aos Sábados a Contar e fiquem a saber


As fotos:

Como vem sendo hábito, na abertura de mais um ciclo dos "Sábados a Contar", esta sessão foi apresentada coletivamente pelas nossas contadoras de serviço: Goreti Meca, Vera Cavaca e Paula Quinta, com um excelente resultado!


 

Exposição "Silêncios" - 21 de outubro a 9 de novembro

  Tal como um miúdo, o fotógrafo vai-se movimentando, olhando e instalando realidades. Eremita e vagabundo, “Pintor de batalhas”, não passa de um construtor de ruínas indutoras de factos. De bonecos entretecidos.

   O construtor de imagens, não oferece realidades, mas antes um código de sombras e de sugestões. As imagens capturadas congelam fragmentos onde nada se nega nem se confirma.
A imagem constrói-se seccionando coisas, amarrotando-as, tornando-as parciais, aprisionando-as num permanente elogio de fragmentos que não conhecem o vocabulário do “isto quer dizer” e apontam sempre “para isto foi”. Eurídice já não está lá.

   Lá fora, para o “olhar” das lentes, o mundo resume-se a um conjunto de objetos perecíveis, de ruínas retalhadas e grafadas à luz do pensamento, petrificadas pelo olhar de Medusa.

   O pensamento prolongado no clique para o “isto foi”, que tanto me seduz, imobiliza o “isto foi”, atira-o para o passado e oferece-lhe um futuro amarelado e cheio de silêncios. Porém,há silêncios que gritam e silêncios que são apenas belos e errados. “Sentir que uma coisa é bela – diz Nietzsche – significa senti-la necessariamente de uma forma errada”, ainda que seja pelo olhar de Medusa ou pela beleza de Eurídice que se perdeu para sempre.

   Mas eu não sou fotógrafo e sempre fui avesso a expor.

   Recentemente, nem sei bem porquê, desencostei estas imagens fixadas em suporte digital ou no filme fotográfico de pequeno formato, o “velho 135”, já em desuso e, com todos os riscos de qualidade que sabia que estava a correr, sequenciei alguns fotogramas e outros tantos trabalhos digitalizados. Assim se construiu “Silêncios” que deu nome a esta estória de silêncio, quase todo monocromático.

   Simples e sem pretensões, esta exposição, superiormente enriquecida pela beleza lírica dos textos de Eduardo Bento, mostra apenas as linhas de luz que se cruzam nas ruinas que instalei… e que o tempo vai envelhecendo por sombras e silêncios errados que, na sua banal frequência, não deixam que os humanos contemplem Eurídice.


Feliciano Pipa

Professor do ensino secundário, mestre em Ciências da Comunicação, reside em Torres Novas.

No seu percurso amador de fotografia, constam diversos prémios, alguns dos quais se referem:

(Cutty Sark Tall Ships’ Race) Regata internacional do Infante – Porto, Gaia, Matosinhos - seleção para o livro oficial da regata); 1º grande concurso fotográfico “Volta ao mundo”- org. “Volta ao mundo” – prémio e seleç./public.: “melhores fotografias ”; Maratona fotográfica de Lisboa- M.H.; “Lisboa/Lismá” - A. Lisbonense de proprietários- 1º P. duas edições e M.H; conc. nacional de fotografia -IPPAR- “Património arquitetónico do Algarve” -2º P.; “A vila, a vida e a festa” – Constância – 2º P. e M.H.; ”Expo Aves” – C. Ornitólogo - Entroncamento – 2º e 3º P.; “Festas da cidade T. Novas”- 1º P.; “Manuel Simões Serôdio” – Riachos – 1º e 2º P.; “Os azulejos de Viseu” Expovis, Viseu, - M.H; concurso fotográfico “ANI+”,Castelo Branco – 1º P.

Organizou e participou em diversas realizações fotográficas.


Eduardo Bento

Professor de Filosofia do ensino secundário, mestre em Ciências da Educação, reside em Torres Novas.

É autor de:

O nevoeiro dos dias e A casa já não abriga vozes (com fotografias de Margarida Trindade) – poesia. A caixa de pandora, Nesta torre, A floresta dos sonhos e Auto do lume brando (levado à cena pelo Grupo de teatro da Meia Via - Torres Novas) – teatro. O olhar que procura um barco - prosa.
Foi diretor do jornal “O Almonda”.

Participa em diversos eventos culturais e escreve, com regularidade, para os jornais locais.


Feliciano Pipa

 

 



Dia 26 de outubro, pelas 17h00, lançamento do livro:

    Este livro é fruto do mais puro sentimento que pode unir dois seres humanos: a amizade. Da amizade entre os dois autores nasceu a vontade de partilhar palavras em forma de texto, num desafio constante de escrita mergulhada em afetos.

    É de afetos que o livro vive, é de histórias de relações entre as pessoas que se fazem as páginas desta primeira experiência em co-autoria. Relatando histórias autobiográficas/ficcionadas, através de diferentes géneros, os autores quiseram passar para o papel um olhar diferente e tocante acerca dos encontros amorosos, das paixões vulcânicas, da saudade e da própria vida, como se as palavras fossem catarse ou puro prazer. E assim surgiu este livro, em perfeita sintonia, sem atropelos nem divergências, apenas agrado e satisfação, num processo de partilha constante, de “mãos quase dadas”.


José Luís Cordeiro, nascido em Santarém a 13 de abril, é professor de Português. Vive e leciona em Alpiarça. Este é seu quarto livro, sendo autor de "Transparências da Alma" (2010), "Mar de Sonhos", Mar de Vidas" (2011) e "Amar Além Mar" (2012).

Paulo Maia Domingues, nascido em Lisboa a 4 de agosto de 1961, tem como área de formação a informática, exercendo atualmente na Inspeção-Geral das Atividades Culturais. Decidiu-se finalmente, e sob a influência do poeta escritor José Luís Cordeiro, publicar o seu primeiro livro.

Prefácio de Miguel Gameiro.


Fotos:

 

 

 

 

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