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| 2013 | Janeiro |
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Toda a gente sabe que os reis têm grandes fortunas, mas de um rei que gastou todo o seu dinheiro numa biblioteca nunca antes se ouviu falar.
As fotos: Como vem sendo hábito, na abertura de mais um ciclo dos "Sábados a Contar", esta sessão foi apresentada coletivamente pelas nossas contadoras de serviço: Goreti Meca, Vera Cavaca e Paula Quinta, com um excelente resultado!
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| Exposição "Silêncios" - 21 de outubro a 9 de novembro |
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Tal como um miúdo, o fotógrafo vai-se movimentando, olhando e instalando realidades. Eremita e vagabundo, “Pintor de batalhas”, não passa de um construtor de ruínas indutoras de factos. De bonecos entretecidos. O construtor de imagens, não oferece realidades, mas antes um código de sombras e de sugestões. As imagens capturadas congelam fragmentos onde nada se nega nem se confirma. Lá fora, para o “olhar” das lentes, o mundo resume-se a um conjunto de objetos perecíveis, de ruínas retalhadas e grafadas à luz do pensamento, petrificadas pelo olhar de Medusa. O pensamento prolongado no clique para o “isto foi”, que tanto me seduz, imobiliza o “isto foi”, atira-o para o passado e oferece-lhe um futuro amarelado e cheio de silêncios. Porém,há silêncios que gritam e silêncios que são apenas belos e errados. “Sentir que uma coisa é bela – diz Nietzsche – significa senti-la necessariamente de uma forma errada”, ainda que seja pelo olhar de Medusa ou pela beleza de Eurídice que se perdeu para sempre. Mas eu não sou fotógrafo e sempre fui avesso a expor. Recentemente, nem sei bem porquê, desencostei estas imagens fixadas em suporte digital ou no filme fotográfico de pequeno formato, o “velho 135”, já em desuso e, com todos os riscos de qualidade que sabia que estava a correr, sequenciei alguns fotogramas e outros tantos trabalhos digitalizados. Assim se construiu “Silêncios” que deu nome a esta estória de silêncio, quase todo monocromático. Simples e sem pretensões, esta exposição, superiormente enriquecida pela beleza lírica dos textos de Eduardo Bento, mostra apenas as linhas de luz que se cruzam nas ruinas que instalei… e que o tempo vai envelhecendo por sombras e silêncios errados que, na sua banal frequência, não deixam que os humanos contemplem Eurídice. |
No seu percurso amador de fotografia, constam diversos prémios, alguns dos quais se referem: (Cutty Sark Tall Ships’ Race) Regata internacional do Infante – Porto, Gaia, Matosinhos - seleção para o livro oficial da regata); 1º grande concurso fotográfico “Volta ao mundo”- org. “Volta ao mundo” – prémio e seleç./public.: “melhores fotografias ”; Maratona fotográfica de Lisboa- M.H.; “Lisboa/Lismá” - A. Lisbonense de proprietários- 1º P. duas edições e M.H; conc. nacional de fotografia -IPPAR- “Património arquitetónico do Algarve” -2º P.; “A vila, a vida e a festa” – Constância – 2º P. e M.H.; ”Expo Aves” – C. Ornitólogo - Entroncamento – 2º e 3º P.; “Festas da cidade T. Novas”- 1º P.; “Manuel Simões Serôdio” – Riachos – 1º e 2º P.; “Os azulejos de Viseu” Expovis, Viseu, - M.H; concurso fotográfico “ANI+”,Castelo Branco – 1º P. Organizou e participou em diversas realizações fotográficas. |
Eduardo Bento
É autor de: O nevoeiro dos dias e A casa já não abriga vozes (com fotografias de Margarida Trindade) – poesia. A caixa de pandora, Nesta torre, A floresta dos sonhos e Auto do lume brando (levado à cena pelo Grupo de teatro da Meia Via - Torres Novas) – teatro. O olhar que procura um barco - prosa. Participa em diversos eventos culturais e escreve, com regularidade, para os jornais locais. |
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| Dia 26 de outubro, pelas 17h00, lançamento do livro: |
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Este livro é fruto do mais puro sentimento que pode unir dois seres humanos: a amizade. Da amizade entre os dois autores nasceu a vontade de partilhar palavras em forma de texto, num desafio constante de escrita mergulhada em afetos. É de afetos que o livro vive, é de histórias de relações entre as pessoas que se fazem as páginas desta primeira experiência em co-autoria. Relatando histórias autobiográficas/ficcionadas, através de diferentes géneros, os autores quiseram passar para o papel um olhar diferente e tocante acerca dos encontros amorosos, das paixões vulcânicas, da saudade e da própria vida, como se as palavras fossem catarse ou puro prazer. E assim surgiu este livro, em perfeita sintonia, sem atropelos nem divergências, apenas agrado e satisfação, num processo de partilha constante, de “mãos quase dadas”. José Luís Cordeiro, nascido em Santarém a 13 de abril, é professor de Português. Vive e leciona em Alpiarça. Este é seu quarto livro, sendo autor de "Transparências da Alma" (2010), "Mar de Sonhos", Mar de Vidas" (2011) e "Amar Além Mar" (2012). Paulo Maia Domingues, nascido em Lisboa a 4 de agosto de 1961, tem como área de formação a informática, exercendo atualmente na Inspeção-Geral das Atividades Culturais. Decidiu-se finalmente, e sob a influência do poeta escritor José Luís Cordeiro, publicar o seu primeiro livro. Prefácio de Miguel Gameiro. Fotos:
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