Biblioteca da EB 2, 3/S José Relvas
No ano lectivo de 2002/03 a equipa de
docentes responsáveis pela Biblioteca Escolar delineou um plano de acção que
foi, de um modo geral, cumprido ao longo do ano e que introduzia uma nova área
de intervenção prioritária: o tratamento do fundo documental.
Assim, teve início o processo de catalogação automatizada do fundo documental. Este começou a ser feito de acordo com a CDU. O tratamento do fundo documental foi feito com a colaboração da Biblioteca Municipal, (tentando uma uniformização de critérios com a BM a vários níveis, nomeadamente na adopção das etiquetas usadas na BM, a correspondência assuntos/cores, entre outros aspectos, para facilitar a formação dos utilizadores), no âmbito de um protocolo entre a Escola e a Autarquia cujas regras se definiram para que entrasse em vigor nesse ano lectivo, embora tenha vindo a ser assinado apenas no dia 6 de Maio de 2004.
Foi necessária uma intervenção ao nível da reorganização do espaço 1.
Foram intensificadas actividades com vista à formação de utilizadores, de preparação e elaboração de materiais, nomeadamente um Guia do Utilizador.
A BE diversificou os serviços, houve uma melhor utilização da BE por parte dos utilizadores, a BE reforçou a sua actuação no sentido de ser um pólo de cultura dentro da escola e da comunidade. No final do ano lectivo estavam catalogados em suporte informático cerca de 200 documentos.
No ano lectivo de 2003/04 foi feito um esforço significativo para concretizar um plano de acção que não esquecesse nenhuma das áreas inerentes ao funcionamento de uma Biblioteca integrada na RBE e que se pretende inspiradora e enriquecedora do trabalho de alunos e professores. Mereceram ainda uma atenção especial os pontos fracos detectados no final do ano lectivo de 2002/03:
Surgiram como aspectos menos positivos a actualização de equipamentos, mobiliário e fundo documental que exigiam verbas que o orçamento da escola não dispunha. Face a esta situação difícil, a equipa levou a cabo diversas actividades para angariação de fundos, junto da comunidade, empresas, universidades, fundações e dentro da escola, junto de alunos, docentes e não docentes.
Foram consideradas áreas prioritárias de intervenção: actividades dirigidas à formação dos utilizadores que foi implementado desde o início do ano lectivo (acções de formação, distribuição do Guia do Utilizador elaborado no ano anterior, entre outras actividades); estabelecimento de protocolos e parcerias (com a C.M.A. e Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha – que iniciou uma colaboração no âmbito da organização da exposição anual de arte na escola), da elaboração de projectos que permitiram um aumento da qualidade dos serviços prestados pela BE/CRE e formação da equipa. No final do ano lectivo estavam catalogados em suporte informático cerca de 1400 documentos.
Ficou definido no início do ano lectivo 2004/05 2 que as actividades de animação, (tal como aconteceu em 2003/04), não seriam o sector prioritário devido à necessidade de concentração da equipa nas actividades relacionadas com o tratamento do fundo documental, continuação da catalogação automatizada, reorganização do espaço e implantação do mobiliário, nova arrumação dos documentos na nova planta, angariação de fundos para o novo mobiliário e actualização do fundo documental e organização da BE.
A classificação e a catalogação automatizada continuaram a ser efectuados pelo técnico da BM, Francisco Cristóvão, (até ao início do segundo período lectivo), por uma auxiliar de acção educativa, Fernanda Favas e por uma das professoras da equipa; as restantes tarefas no âmbito do tratamento do fundo documental (nomeadamente carimbagem, etiquetagem – etiquetas com a cota e as de código de barras) foram feitas pelas docentes da equipa da BE. Foi feita a aquisição dos Módulos de Impressão de Códigos de Barras e Circulação e Empréstimo. Iniciou-se o trabalho com o Módulo de Impressão do Código de Barras.
Tiveram especial destaque as actividades relacionadas com a formação dos utilizadores com a criação de um Guião de Pesquisa de Informação, para apoiar o trabalho de professores e alunos, e a formação da equipa com a frequência de uma oficina de formação e de outros eventos no âmbito da leitura, dos livros e das bibliotecas. O catálogo passou a estar disponível on-line, integra-se numa base com o catálogo colectivo das bibliotecas do concelho ALPBASE.
No final do ano lectivo estavam catalogados em suporte informático cerca de 3000 documentos.
Zona de leitura presencial
Colecções organizadas pela C.D.U. em estantes de livre acesso.
Acesso à Internet, utilização de computadores e Zona Multimédia
Balcão de atendimento
Serviço de cópias e tratamento documental
Para a identificação dos livros utilizaram-se as etiquetas que são comuns na ALPBASE e que também estão a ser utilizadas na Biblioteca da S. F. Alpiarcense 1º Dezembro.
1 Que não se havia feito ainda porque se aguardavam as obras já aprovadas no âmbito da primeira candidatura à RBE. Quando houve a confirmação de que não se iriam realizar, procedeu-se à reorganização do espaço ficando assim na primeira sala as seguintes zonas funcionais: zona de acolhimento, zona de leitura informal, zona de consulta multimédia – internet; na segunda sala: zona de consulta de material impresso, zona de consulta de audiovisuais, zona de trabalho de grupo. Tanto alunos quanto professores foram sensíveis às mudanças e reagiram de forma muito positiva.
2 Durante o mês de Agosto foram finalmente executadas as obras previstas que consistiram na eliminação de uma parede que dividia as duas salas que compunham a Biblioteca Escolar.