Participantes em Poesia
(não classificados)
o mar não sabe nada |
reconheço ao longe no horizonte molhado uma ilha remota mas o mar intransigente eleva já abismos e roda redemoinhos assustadores que se abatem sobre o estômago contraído e guarda já nas suas entranhas os mostrengos alados prontos para os seus saltos acefálicos ao menor ruído perturbador o mar não sabe nada navegar as águas revoltas aportar nas tuas mãos as tuas mãos são lindas não sei muita coisa talvez nunca chegue a mudar o mundo tenho uma jangada e vou cobri-la com pétalas da mais bela flor de estufa |
Schopoiévsky João André Asseiceira Moita |
"SER CRIANÇA" |
Oh criança sorridente |
Lofarijo João Lopes de Faria Sardinheiro |
Unreal |
É imensa a estranheza O que é dito por muitas bocas E o que se vê tantas vezes E é tão triste... Somos uma câmara fotográfica Somos subservientes do incompleto, As sensações são as chaves |
Selene Maria do Céu Lopes de Brito Vitória |
Invocação à lua |
Ó lua onde refugias Ó lua porque sinto Conta-me teu pior crime! De quem as vozes afrontas-te, E as metades negras, Que seria de ti, E que seria de ti, Vagueias também tu És só hoje ao meu ver |
Selene Maria do Céu Lopes de Brito Vitória |
O meu mundo |
Neste mundo de terror imenso Não sei como acabar Um caminho que me leve
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Carqueja Rodolfo Manuel Machacaz Colhe |
O meu mundo |
Neste mundo de terror imenso Não sei como acabar Um caminho que me leve
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Carqueja Rodolfo Manuel Machacaz Colhe |
Os gostos da existência |
A vida é constituída por sub-reacções; Sentimentos são seu fruto; E onde se alojam esses sabores? E que poder tem sobre nós? Gostos agres que vão selando o olhar; Não se querem guardar na mente; Libertam-se entre gritos, Libertam-se em beijos; Mágoas, alegrias, tristezas, Procuram então corações próximos, |
Selene Maria do Céu Lopes de Brito Vitória |
Flores de Abril |
Era abril, e o tempo sorria nessa tarde! |
Primavera Maria Lucinda Paciência Agostinho Moedas |
Plenitude |
A vida |
Vindima Maria Lucinda Paciência Agostinho Moedas |
Sayonara |
Não. Não é chegada ainda |
Ludovica Petrusque Maria Luísa Mascarenhas Gil Barreiros |
Momento |
Um agónico desespero |
Ludovica Petrusque Maria Luísa Mascarenhas Gil Barreiros |
despenho-me |
Ludovica Petrusque Maria Luísa Mascarenhas Gil Barreiros |
Balada Azul
ou
Sophia’s Blues |
O pintor procura o tom certo Azul-lembrança Sempre que sopra a nortada, Como te enamoraste Fúteis ambições exilaram-nos Depois encantámo-nos Mostraste-me a corda iridescente Tu que afirmaste Resoluta, abres o corpo Ígneas pétalas Preia-mar: Tu que nasceste para a paz, Ausentaste-te da nossa praia, (Respeitosamente dedicado à memória de Sophia de Mello Breyner) *A raiz etimológica da palavra “humano” significa “que provém do húmus”
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Andarilho Paulo Alexandre Barreiros Neves |
O Aeroporto à Noite
ou
No Sul é um Descanso |
Os amantes despedem-se com beijos sôfregos; Os altifalantes perturbam a turba sonolenta. Blá, blá, blá, Babel. Responsáveis pela limpeza Exaustos pelo bulício das noites londrinas, Malabaristas e músicos Um grupo de musculados ucranianos, Peço informações geográficas a uma inglesa. Presas em redomas de atenções, Algumas garotas menos atraentes, Muitos jovens carregam o livro da moda, Pobres cabecinhas de alho-chôcho A superioridade no olhar dos trota-mundos; O que há de errado na educação Perscruto através do seu pudor Até gosto das jóias coloridas que lhes iluminam o olhar Tudo isto é sedutor Porra, não me seduzam com fachadas Hollywoodescas, A multiplicidade étnica que me corre no sangue É como oferecer a um cristão fervoroso Não adianta "carregarem pela boca", como gansos de fois-gras, Relacionam-se melhor com a gravidade Adoro a subtileza indefectível A luta com Morfeu arrastou-me Um balcão de créditos é o primeiro a abrir. O negrume acinzenta-se lá fora. O que há de interessante aqui? Saudosistas excêntricos e realeza de puteiro; A fauna diurna começa a chegar aos magotes. |
Grifo Paulo Alexandre Barreiros Neves |
A Escola-Estado-Empresa
ou
Revoluções nos Baldios |
Reorganizando-se, o arquivo defeca Fujam para a floresta, |
Montês Paulo Alexandre Barreiros Neves |
Participantes até aos 12 anos
Um Amigo
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Um amigo é precioso È lindo como a magia Um amigo é para brincar |
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Luka
Ana Filipa Pepino Vassalo
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Loja de Bonecas |
Pareciam tão bonitas, Afinal o dinheiro que poupei, Quando voltei à loja da "Bonecaría", Comprei-a toda contente, |
Maria Agripina Francisca Machado Nunes Sassetti |
Namorar |
Nem toda a gente, Namorar não é beijar, Namorar não é ofender, Namorar não é "sair", Nem toda a gente, |
Maria Agripina Francisca Machado Nunes Sassetti |
Participantes dos 12 aos 18 anos
O meu mundo |
O meu mundo de confusão Neste mundo de terror imenso Não sei como acabar Um caminho que me leve |
Carqueja Rodolfo Manuel Machacaz Colhe |
Aquele que não sou
(para um bom amigo) |
Tenho pena de não ser como alguns |
Maria Albertina Rodolfo Manuel Machacaz Colhe |
Traição |
Porque a traição |
O Russo Rodolfo Manuel Machacaz Colhe |
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