Poesia
Restantes trabalhos apresentados a concurso
INQUIETAÇÃO |
No silêncio denso Do espaço sem limites Nem dimensões Ecoa uma dor pungente Que se estende e alonga Ansiando fundir-se Numa mágoa maior...
Circulam na aragem morta
(A solidão não sou eu ainda...
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| Cicatriz Maria Luísa Mascarenhas Barreiros |
DESEJO DE AMAR |
Quando a noite cai, Acorda em mim o desejo Sinto a magia no ar, Sinto o amor a surgir... Surge então a oportunidade, A vontade e a necessidade, De voar pela noite dentro Sem ter medo de cair... Porque se a noite é escuridão, Só vejo sol no meu coração, Por isso vou voar, E esperar o sol raiar... Sem pensar, quero sonhar, Sem pensar, quero correr, Sem pensar, quero amar, Esta noite até ao amanhecer.
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| Estrela Azul Goreti Meca |
PURA IMAGINAÇÃO |
Vejo fadas e bruxas A falar e a voar, Vejo príncipes, reis e anões A sorrir e a cantar... Penso se será possível, É tudo imaginação, Mas é tão mágico o que sinto, Que não quero perder esta sensação... As histórias falam e riem, Os contos acalmam e choram, Cada um tem um sentido Mas todos elevam a memória... Por isso minha gente, Vamos lá contar histórias, Faz bem a toda a gente, E ajuda a procurar vitórias.
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| Fada da Noite Goreti Meca |
DOCE MELODIA |
Vem! De manso de manso Pla noite cerrada Vem! Rolando o teu sonho Na minha balada Vem! Trazendo em teus braços O calor e a vida Vem! Em teus lábios o ardor De rubra chama fulgente Vem! Chorando chorando Na noite abafada Espero Por ti meu amor Sem ti sem ninguém Minha alma cativa É angústia e é dor Sem ti meu amor A vida é vazia É triste também.
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| Maria do Tejo Maria Luísa Mascarenhas Barreiros |
SONHOS NAUFAGRADOS |
Um dia passado Uma noite a chegar Um barco ancorado Um farol a piscar. O fim de uma viagem Outro mar navegado Apenas como uma miragem Outro óasis negado. Um oceano de amargura Um arquipélago encantado Uma noite muito escura Com nevoeiro cerrado Como uma brisa matinal Chega o amor sonhado Vislumbra-se o divinal Como o céu estrelado. Sonha-se uma vez mais Transborda-se de felicidade Atraca-se no cais, Da mentira e da verdade. Logo fica obscuro O nosso mar transparente Oh alma! Como é duro Amar alguém que mente! Mais uma noite passada Outra aurora a chegar Felicidade naufragada Sem farol, não há navegar.
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| Maria Sandrigais Cristina Maria dos Santos Rodrigues Pires |
VAZIO |
Sempre à procura de um amor constante de uma realidade menos dura de uma paixão sufocante. O vazio está presente atravessado no teu caminho na tua alma carente de ternura e de carinho Um coração destroçado uma vida sem sentido um olhar cansado sem brilho e perdido. Já o céu não é estrelado nem a noite tem magia um amor iluminado é apenas em poesia. Vazio como o universo e não querendo acordar tudo serve para um verso e para continuar a sonhar.
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| Maria Sandrigais Cristina Maria dos Santos Rodrigues Pires |
AZUL |
Salpicos de espuma ao vento, pndas cortados pela ansiedade. Há que aproveitar o bom tempo, anuncia-se a tempestade. Com corações descontentes, para redes lançar. Pescadores valentes, fazem-se ao bravo mar. Ficam lágrimas desconsoladas, em terra de pescador. Esperanças naufragadas, vida de incerteza e dor... Oh mar salgado! quantas almas já levaste... Mil vezes atravessado tantas tragédias causaste! Abraça-te esse mar imenso gaivotas sobre ti a pairar. Mergulhas no azul intenso, cai a noite, o farol a piscar. Como um barco ancorado clamando para navegar, Assim vive o passado teimando em não afundar. Com penhascos a rodear-te despertas para o amanhecer. Com saudade vou chorar-te... sentindo a alma envelhecer.
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| Maria Sandrigais Cristina Maria dos Santos Rodrigues Pires |
SENTIR A POESIA |
Ela está cá, aqui, lá e ali. Onde quisermos. Posso senti-la, a ela, Quando te olho e vejo, Quando te sinto e quero, Quando me olho e sinto. Posso senti-la, a ela, Na luta do rio no seu leito, No caminho que teima em seguir, Na vida que sustenta. Posso senti-la, a ela, Porque está comigo Quando estou contigo. E na vida eu prossigo. E eu consigo Vê-la nas mãos e nos rostos, Nos sonhos e gostos. E ela, surge suavemente, Assim, dentro de mim. Nasce sempre um Abril outonal, Mergulhada em flores de Carnaval. Mas tudo assim vale. Vale homens, mulheres e crianças, Todos os risos choros e crenças. E a poesia é solta. Despe-se e vem á rua, Nua e crua.
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Enche o céu e o mar, |
| Marinela Lília Lopes Oliveira |
PALAVRINHAS E PALAVRÕES |
Brinquei com as palavras dadas, Palavras faladas, rasgadas, coladas, Palavras e palavrinhas Minhas, pois então! Palavras e palavrões, Saltaram aos empurrões, Cheias de comichões, Por cima dos colchões, Dentro dos camiões, Dos bolsos dos calções. E tu, o que pões? Palavras, palavrinhas e palavrões? E impões? O que sentes, o que queres? Onde vais, ou se sais? E que mais? Brincar assim, não é concerteza, demais!
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| Marinela Lília Lopes Oliveira |
PENSAMENTOS |
Páro, Penso... Julgo que estou sozinha Mas vejo em mim a companhia... Puros pensamentos Inundam o meu ser... Não sei quem sou, Nem tão pouco, Sei o que quero... Apenas sei que sou sonhadora e por isso Quero voar, voar...
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| Pérola Negra Goreti Meca |
JOGO DE PALAVRAS |
Poeta não sou... Somos! Somos todos ou Nenhum... Um Escreve outro não... Então, Parir palavras não é fácil... Mas sentir, Sentimos todos! Assim, Vou deixar a pena Sobre o papel Pois tenho pena D' amarrar o corcel Da imaginação! Imaginem a acção: Ideias volteando Na cabeça, Qual corcel escouceando Com pressa Aguardando a libertação! Na verdade, é uma pena Qu'esta folha tão serena Fique branca Sem razão. Sim, abri a cancela E deixei correr a pena Ao sabor da mão. Afinal, P'ra mim Valeu a pena Esta pequena Ilusão!
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| Todosnós José das Neves Filipe |
BUSCA |
Procuro na noite O teu rosto O teu olhar Não encontro Nem sei onde procurar Vou vagueando Sem saber para onde Tudo é vazio sem ti É um espaço em branco De tudo o que vivi Chega a madrugada E tudo é igual Não te vejo, não te encontro Nesta noite sem final Passou a noite, a madrugada Começa o dia E eu, continuo nesta busca Intensa, desesperada Onde há tudo e nada Porque sem a tua presença A vida não tem valor E tudo o que resta É a eterna palavra AMOR!
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| Tuga Maria Teresa Barroso Malato Garrucho |