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Biblioteca Municipal Alpiarça - Digital - Apresentação

 Após milénios a serem referenciadas como os locais de excelência no acesso à informação, as bibliotecas passaram, num intervalo de tempo extremamente curto, a ser tidas como locais secundários no acesso à informação: se não houver a informação desejada na Rede, acessível remotamente a partir de casa ou do local de trabalho, recorre-se então à biblioteca mais próxima. Esta aparente facilidade no acesso à informação, que é transversal ao utilizador comum, está a moldar os hábitos de utilização das bibliotecas especialmente a partir do público pré-adolescente. Em consequência, hoje em dia já são poucos os utilizadores de uma biblioteca que procuram informação nas diversas áreas do conhecimento (ciências sociais, exactas, aplicadas…) nos documentos tradicionais, impressos. Continuamos sim a servir, maioritariamente, um público que procura a literatura de lazer (romance, ficção, ensaio…) ou música e filmes em CD/DVD e, também, os que por uma razão ou por outra, fazem parte dos que ainda não têm acesso à Internet a partir de casa ou do local de trabalho. Esses continuam a visitar-nos para a ela aceder (informação, lazer, redes sociais...). Nós chamamos-lhes potenciais leitores e, de facto, por vezes conseguimos torná-los leitores efectivos, mas acaba por saber a muito pouco, há que continuar a procurar novos caminhos. Não podemos nem devemos reduzir o estado actual das coisas a uma mera dificuldade, mas vê-lo como uma oportunidade, aliás, como sempre o fizemos.
 
Porque não aproveitar as possibilidades que as novas tecnologias de informação hoje nos podem oferecer e alargar os nossos serviços on-line, passando a disponibilizar também conteúdos digitais de alto valor patrimonial, únicos, fortemente ligados à nossa comunidade, que nos façam presentes, à distância de um simples clique, no novo mundo global digital?
 
Ao longo dos anos temos procurado disponibilizar aos nossos utilizadores os meios de acesso à informação existente nesse novo mundo digital, contribuindo assim para a inclusão digital e literacia informacional, esbatendo desigualdades no acesso a essa informação. Temos igualmente contribuído com conteúdos para essa mesma Rede - informação sobre a nossa colecção, serviços e actividades – mas agora podemos dar um contributo maior, através da implementação da Biblioteca Municipal de Alpiarça – Digital  (BMA-Digital).
 
Reconhecendo que o acesso remoto a conteúdos de alto valor informacional será, seguramente, um dos principais desafios sentidos nas modernas sociedades, assentes em Redes digitais globais, tecnicamente muito competentes, mas carentes de informação pertinente (muitas vezes em excesso, duplicada e desorganizada) que satisfaçam as necessidades dos seus utilizadores, especialmente dentro de contextos regionais/ comunitários. Sabendo que as bibliotecas digitais constituem, sem dúvida, um ponto de referência em termos de organização e pertinência na Rede. Acreditamos assim que a BMA-Digital possa vir a dar um importante contributo para esse novo mundo digital e, simultaneamente, continuar a cumprir a sua missão como pólo de preservação, investigação e difusão da história e cultura locais.
 
Suportaremos deste modo esta mudança de paradigma de recuo improvável? Cremos que sim. O olhar atento à mudança e a inovação foram e serão sempre fortes aliadas. 
 
OBJECTIVOS
 
Dentro do objectivo generalista de irmos ao encontro das necessidades dos nossos utilizadores, auscultando criteriosamente o pulular da nossa comunidade, agora afectada profundamente pela chamada globalização, numa perspectiva multicultural, que tem modificado profundamente as suas relações intra e extracomunitárias, procuraremos reforçar o nosso papel e a nossa identidade colocando conteúdos digitais na Rede.   
Objectivos específicos:
 
-Produzir conteúdos digitais e disseminá-los na Rede, reforçando a missão da Biblioteca Municipal de Alpiarça como pólo de preservação, investigação e difusão da história e cultura locais, agora no novo mundo digital.
 
-Que os documentos digitais produzidos e disponibilizados tenham uma forte ligação identitária com a comunidade alpiarcense, contribuindo para diversidade cultural global.
 
-Aumentar significativamente o número de documentos disponíveis no nosso Fundo Local, mesmo no formato tradicional.
 
-Participação na RNOD e na Europeana – Seguir os critérios de produção e disponibilização de conteúdos digitais nacionais e internacionais, de molde a participarmos na Rede Nacional de Objectos Digitais (RNOD) e na Biblioteca Virtual Europeia (Europeana).
 
 
«APRESENTAÇÃO DA "BIBLIOTECA DIGITAL"

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALPIARÇA Dr. Hermínio D. Paciência

Com a presença do Dr. João Pedro Arraiolos, Vereador da Câmara Municipal, e do Dr. Rui Gaspar, responsável pela Biblioteca, foi apresentada a Biblioteca Digital, com participação na RNOD e Europeana

A Biblioteca Municipal de Alpiarça tem estado desde sempre atenta à evolução das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e ao modo como o seu crescimento exponencial foi modificando os actos de criar e de aceder à informação.

Observadores e plenamente conscientes da mudança de paradigma que se fazia adivinhar: de uma biblioteca tradicional, com a informação centrada em documentos impressos, tangíveis, passámos a ter, a pouco e pouco, uma biblioteca híbrida em que os documentos tradicionais começaram a conviver com os documentos electrónicos (K7, VHS, CD e DVD), depois com os documentos não tangíveis, com os quais o acesso à informação se faz por acesso remoto, suportada por uma rede informática de dimensões inimagináveis, a Rede das redes, a Internet.

Após milénios a serem referenciadas como os locais de excelência no acesso à informação, as bibliotecas passaram, num intervalo de tempo extremamente curto, a ser tidas como locais secundários no acesso à informação: se não houver a informação desejada na Rede, acessível remotamente a partir de casa ou do local de trabalho, recorre-se então à biblioteca mais próxima. Esta aparente facilidade no acesso à informação, que é transversal ao utilizador comum, está a moldar os hábitos de utilização das bibliotecas especialmente a partir do público pré-adolescente. Em consequência, hoje em dia já são poucos os utilizadores de uma biblioteca que procuram informação nas diversas áreas do conhecimento (ciências sociais, exactas, aplicadas…) nos documentos tradicionais, impressos. Continuamos sim a servir, maioritariamente, um público que procura a literatura de lazer (romance, ficção, ensaio…) ou música e filmes em CD/DVD e, também, os que por uma razão ou por outra, fazem parte dos que ainda não têm acesso à Internet a partir de casa ou do local de trabalho. Esses continuam a visitar-nos para a ela aceder (informação, lazer, redes sociais...). Nós chamamos-lhes potenciais leitores e, de facto, por vezes conseguimos torná-los leitores efectivos, mas acaba por saber a muito pouco, há que continuar a procurar novos»
Fonte: CMA